Database Marketing Funciona?

Há mais ou menos seis anos atrás vi um anúncio de emprego no Jornal – “O Estado de São Paulo”, não me lembro linha por linha o que o anúncio dizia, mas vou tentar lembrar: ˿ Precisa-se de Analista de Bancos de Dados de Marketing. Bem, não pensei duas vezes, enviei meu currículo para o endereço informado e para minha surpresa fui comunicada que participaria do processo seletivo.

Fiz todos os testes e passei, mas não tinha a mínima noção do que eu faria, só sabia que iria trabalhar com um mix de micro-informática e marketing. Em Micro-Informática estava em uma situação satisfatória porque acumulava mais de 6 anos de experiência em desenvolvimento de sistemas de gestão empresarial mas marketing nem sabia o que era. De marketing dentro dos quartos P´s de Kotler só conhecia um pouco do conceito de propaganda & promoção, quer dizer, às propagandas vistas em televisão, revistas e as mala-diretas que chegavam toda semana em casa. Quer dizer não entendia nada de marketing, mas não posso ficar frustada por ter passado por isso, tento sempre tirar proveito das dificuldades que passo.

Com o passar dos meses, sempre correndo atrás de conceitos, que parecia, ou melhor, parece, podemos dizer que é lançado no mercado uma nova sigla a cada três meses, formando uma imensa sopa de letras que não tem fim, posso citar algumas: DBM, Data Cleansing, Match Codes, Datamining, CRM, PRM, MD, RFV, O2O e outras.

Não se desespere, vamos por partes, o foco deste artigo é DBM que nada mais é Banco de Dados de Marketing, que é uma ferramenta baseada na utilização de informações relevantes sobre clientes, ex-clientes e prospects para realizar ações que promovam satisfação de seus clientes. E sem esquecer que nenhuma empresa sobrevive sem receita, o DBM, ajuda sim a aumentar e reter a receita que já existe.

Então você deve estar se perguntando, está bom, entendi tudo e agora por onde eu começo? Antes de qualquer coisa, vamos explorar um pouco o conceito de Banco de Dados de Marketing, se você já passou dos vinte e cinco anos, vai se lembrar quando íamos a lojinha, a mercearia, ao açougue ou até mesmo ao jornaleiro do bairro, e eles sabiam quando era nosso aniversário, nossas preferências de cores e estilos, as revistas e jornais que líamos, os croassants de manteigas ou chocolates que gostávamos de saborear no chá da tarde. Sem falar, da gentileza de um bom dia fulano, ou acabou de chegar um novo tecido, ou passa amanhã às 9:00 horas que sua encomenda chegará ou o pão hoje vai atrasar, passa às 3:00 da tarde etc.

Todos esses detalhes são nada mais que é que um Banco de Dados de Marketing ou DBM, só com uma diferença, tudo registrado na cabeça ou na cardeneta. Então podemos concluir que o conceito de DBM já era aplicado há décadas.

O grande diferencial do passado e de hoje, é que o DBM está mais estruturado, misturando as facilidades da micro-informática com o marketing. Há algum tempo, venho pregando que podemos sim fazer DBM com custo tecnológicos baixos, utilizando uma combinação multivariada de aplicações que estão disponíveis no  mercado, o chamado Microsoft Office, conhecimento básico de marketing (composto de marketing – 4P´s Produto, Preço, Praça e Propaganda), ações estratégicas (segmentação, potencialização de clientes, campanhas), táticas de marketing direto (mala-direta de divulgação de produtos, carta welcome, visitas, telemarketing) e o principal atributo – “conhecer a fundo seu negócio – core business”.

Concluindo, ter um DBM com todas as informações de seus clientes, com dados geográficos, demográficos, psicográficos e histórico de compras, não significa conquista de novos clientes ou retenção de clientes, precisa estimular a utilização da informação e principalmente dedicar um tempo para a manutenção, caso contrário comprometerá resultados.

 

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