m-Business mobilidade para Cadeia de Valor

Autor: Karen Reis

Extraído do artigo: Cibernegócios

A nova fase da sociedade da informação tem o desafio da gestão informacional e comunicacional. Iniciada com a popularização do personal computer (PC) e da microinformática, com a entrada da internet nos lares na década de 1980 e com a transformação do PC em um computador coletivo (CC), radicalizada com o desenvolvimento da computação sem fio para massificação do uso de computadores coletivos móveis (CCM).

O CCM estabelece-se com a telefonia celular 3G, com as redes wi-fi, com as etiquetas RFID e com as redes por tecnologiabluetooth.

Esses dispositivos criam fenômenos desterritorializantes a partir da interface entre o espaço físico e o espaço eletrônico, alterando a dinâmica do mundo que conhecemos.

A mobilidade relaciona-se à portabilidade. Segundo o dicionário Aulete: “A portabilidade é qualidade ou condição do que é portável, do que pode ser portado, carregado, levado de um lugar a outro.” Para o campo da informática é qualidade de hardware, software ou de qualquer de seus elementos, que lhes permite serem utilizados em qualquer computador de mãos portadores de tecnologia wi-fi ou em celulares com tecnologia 3G mediante acesso à banda larga.

ALVERGA, RAMOS (2004) A mobilidade não significa dizer que o equipamento tenha sempre uma “conexão ligada”. Dados uma série de aspectos e padrões tecnológicos ainda em desenvolvimento, é possível se observar duas formas da conexão entre um usuário em um local remoto e a sua empresa, por exemplo: on line (sempre conectado) e off line (conectado quando solicitado).

O entendimento dessas duas situações possíveis será primordial para se projetar a aplicação de m-Business e até entender limitações e possibilidades de expansão dessas aplicações.

Muitas empresas até sem expertise no ramo da telefonia móvel vêm investindo cifras consideráveis para atender a demanda real e emergente de equipamentos e aplicações para m-Business. É uma verdadeira corrida ao ouro. Nesse garimpo encontra-se grandes empresas como Microsot, Google, Apple, Nokia, dentre outras.

Figura 11: Microsoft mobile.

Figura 12: Google mobile.

 

Figura 13: Store de aplicativos da Nokia.

 

Esta tendência não pode ser tratada como uma nova onda que vem e vai, É indiscutível que nossa sociedade está mais conectada e mais suscetível a dispositivos móveis. Ser nômade no século XXI é uma condição econômica vital. É estar disponível 24×7 sem hora para descanso.

Desde 1995, vimos três mudanças estruturais principais em rápida sucessão: e-Commerce, e-Business e m-Business. KALAKOTA, ROBINSON (2002)

As transformações estruturais causadas por essas ondas de mudança não ficaram restritas às quatro paredes das empresas, mas ultrapassaram seus limites.

O e-Commerce teve um impacto tremendo na maneira das empresas interagirem com seus clientes. O e-Business teve impacto semelhante no lado do fornecedor e do colaborador. Já sobre o m-Business, ainda é muito cedo para se afirmar algo. O m-Business é singular, pois seus efeitos serão evidentes em três níveis: (1) infraestrutura e aparelhos, (2) aplicações e experiências e (3) relacionamentos e cadeia de suprimentos.

Do ponto de vista econômico, a mobilidade é um ingrediente significativo para o mercado, podendo ser comparado ao fermento: sem ele, o bolo não cresce.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), em janeiro de 2009, o mercado de telefonia móvel esteve com 151.949.077 habilitados, entretanto, o celulares pré-pagos ainda lideravam o ranking com 123.971.134 (81,59%), seguidos dos pós-pagos, que contabilizavam 27.977.943 (18,41%).

Todavia, o mercado de pós-pago e smartphone não é uma realidade quantitativa brasileira, porém, do ponto de vista qualitativo, a expectativa e os esforços das empresas desde 2008 certamente valerá a pena, tanto para nós, usuários, quanto para o mercado móbile. A tendência que os custos das operadoras de telefonia móvel e dos aparelhos fiquem mais baratos.

A economia móvel é tão evidente quanto gradativa, apesar das dificuldades um tanto culturais e q

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