Resenha: Gestão da Qualidade

ORMULÁRIO DE RESENHA BIBLIOGRÁFICA

 

Adaptado do modelo de ANTÔNIO RUBBO MÜLLER

 

I – OBRA :

 

1. RESENHISTA : Karen Reis

2. AUTORES: Agliberto Alves, Alexandre Varanda Rocha e Edmarson Bacelar Mota

3. TÍTULO:  Gestão da Qualidade

4. COMUNIDADE QUE FOI PUBLICADA: Rio de Janeiro, RJ

5. FIRMA PUBLICADORA: Editora FGV

6. ANO: 2003

7. NÚMERO DE PÁGINAS: 160

8. FORMATO: Médio

9. PREÇO: R$ 16,00

10. EDIÇÃO : 1ª

 

II. – CREDENCIAIS DOS AUTORES :

11.

Agliberto Alves Cierco é mestre em  engenharia de produção, pós-graduado em análise de sistemas pela UFRJ, engenheiro mecânico com ênfase em produção pela UCP e especialista em engenharia econômica. Trabalhou em empresas como DeMillus, APC Skills, CNI e outras. Atualmente é coordenador adjunto de área, coordenador acadêmico e professor dos Cursos de MBA do programa FGV Management.

Alexandre Varanda Rocha é mestre em administração de empresas pela EAESP/FGV, engenheiro de produção pela UFRJ. Tem experiência na área da qualidade e produtividade, tendo prestado consultoria a diversas empresas. É professor dos Cursos de MBA do programa FGV Management.

Edmarson Bacelar Mota é mestre em engenharia e engenheiro eletrônico pela PUC-RJ. Atuou como executivo, diretor e consultor em diversas empresas nas áreas da qualidade. Projetos, planejamento e marketing. Possui mais de 25 anos de experiência docente e é professor dos Cursos de MBA do programa FGV Management.

III. – CONCLUSÕES DOS AUTORES :

12.

É indiscutível a importância da Gestão da Qualidade e o papel decisivo por ela assumido em face do processo de globalização que favorece a alta competitividade entre as organizações. Atualmente, a Gestão da Qualidade não abrange apenas o controle de produção, a qualidade intrínseca de bens e serviços, o uso de ferramentas e métodos de gestão, ou a assistência técnica adequada. Numa economia de mercado vivenciada pelas empresas, sua sobrevivência só será possível quando alcançar altos patamares de competitividade. Mas se não tiver controle e adaptações podem chegar à obsolescência. Num sentido mais amplo, o conceito de Gestão de Qualidade passou a significar modelo de gerenciamento que busca a eficiência e a eficácia organizacional.

 

VI. – RESUMO DA OBRA :

13.

Do ponto de vista histórico, a preocupação com a qualidade se iniciou no pós-Revolução Industrial. A Revolução Industrial foi mola mestra para o sistema de fábrica, muitos artesões foram trabalhar na indústria, e muitos comerciantes tornaram-se supervisores de produção (inspetores), por terem algum tipo de qualificação.

No fim do século XIX, nos Estados Unidos, Frederick Taylor foi o pioneiro em gerenciamento científico, pregava que o processo de qualidade de produção deveria ser administrado (planejamento e controle) pelo engenheiro de produção, com isso, aumentando a produção sem aumentar o número de trabalhadores. O importante era estudar cada fase da produção e melhorá-la mas o fator humano ficava em segundo plano.

Em meados da década de 1920,  começou ter uma preocupação com a questão da qualidade, foi nesta época que surgiu a primeira onda do Controle Estatístico de Processo (CEP), onde Walter Shewhart desenvolveu o ciclo PDCA (Plan, Do, Check e Act), uma metodologia que discute aspectos filosóficos da qualidade, tanto a importância de fatores objetivos e subjetivos, difundido por Deming anos depois.

A II Guerra Mundial acelerou o passo da tecnologia da qualidade, onde os conceitos básicos de qualidade (planejamento e controle) se expandiram rapidamente. Com o fim da II Guerra Mundial, a situação do Japão era de devastação. Em 1950, W. Edwards Deming, um estatístico foi para o Japão a fim de reconstruir o parque industrial japonês e introduzir um processo de qualidade, logo depois,  Joseph M. Juran, introduziu uma nova abordagem holística, abarcando todos os aspectos do gerenciamento e toda a organização. Os japoneses os consideram os inspiradores do milagre industrial japonês. Seria injusto somente destacar Deming e Juran. Crosby contribuiu com a teoria do “zero defeito” e Feigenbaum com o conceito “controle da qualidade total”.

Depois que iniciaram todos estes movimentos de gestão da qualidade, surgiram vários programas de melhoria, como o GQT – Gestão pela Qualidade Total  , ISO 9000, 6 Sigma e outros, mas alguns fatores críticos norteiam o processo, por isso, alguns são primordiais e precisam estar sempre na mente dos profissionais que gerenciam mudanças, definindo objetivos e metas, podemos destacar:

oComprometimento da alta administração;

oEnvolvimento das gerências intermediárias;

oCultura interna precisa ser levada em consideração;

oCriação de um ambiente favorável à apresentação de sugestões ou crítica;

oEstímulo ao trabalho em equipe;

oTreinamento, capacitação, conscientização e participação de todos;

oGeração e divulgação de resultados;

oInserção das ferramentas e métodos de gestão no dia-a-dia.

Não existe apenas um caminho para implantação do processo de qualidade que garanta o sucesso. O ideal é considerar todos os pontos primordiais e escolher a melhor metodologia que se adapte a realidade da organização, levando em consideração, o negócio e a cultura, com isso eleva a probabilidade de sucesso.

A seguir são descritos alguns passos para implementação da gestão da qualidade:

oFase da Estruturação: elaboração de diagnóstico e auto-avaliação do sistema de gestão; definição dos executivos, coordenadores e facilitadores.

oFase de Sensibilização: sensibilização das pessoas com ao lançamento do programa; treinamento e educação dos envolvidos.

oFase de Implantação: análise dos processos e estabelecimentos de padrões de trabalho por área; gerenciamento de rotinas de melhoria; incentivo às atividades em equipe; implantação de sistemas de gestão, conforme a norma ISO 9001 e ISSO 9004; identificação de oportunidades nos métodos específicos, tais como, QFD – Quality Function Deployment, 6 Sigma, benchmarking e outros; busca de atendimento baseado no PNQ  – Premio Nacional da Qualidade , (versão simplificada);

oFase de Controle: elaboração de diagnóstico de auto-avaliação do sistema de gestão; análise de resultados e aplicações de ações corretivas.

Independente do porte da empresa e do mercado que esta inserida, a excelência não se constrói sem esforço. Se uma da equipe não tiver empenhada, será um ponto crítico para o sucesso da implantação da gestão, é inegável, a importância dos executivos e dos colaboradores neste processo.

A principal diferença entre a abordagem do início do século XX e a atual é que agora a qualidade está relacionada às necessidades e aos anseios dos clientes. Seja qual for o porte da empresa, observam-se o crescente números de programas de qualidade e de melhoria de processos em diferentes segmentos. Não importa fazer o melhor produto com os melhores processos, se o que se faz não vai ao encontro do consumidor, que é o líder de todos os processos organizacionais

É importante ressaltar, os modelos existentes não se trata de modelos acabados, e sim de modelos que precisam ser melhorados e aprimorados de acordo com as necessidades organizacionais. Dada amplitude do entendimento da Gestão da Qualidade trata-se, na verdade, de qualidade na Gestão.

V – METODOLOGIA DOS AUTORES :

14.

Método dedutivo, partindo do geral para o particular

 

VI – QUADRO DE REFERÊNCIA DOS AUTORES :

15.

Escrita por Mestres em Administração de Empresas e Engenharia de Produção, todos participam do corpo docente da FGV Management. A obra faz parte da Série Gestão Empresarial das Publicações FGV Management, que visam atender à demanda por profissionais cada vez mais preparados para responder aos desafios do mercado.

VII. – QUADRO DE REFERÊNCIA DA RESENHISTA :

16.

A resenhista utiliza como quadro de referência para os cursos de Cultura e Desenvolvimento Organizacional, Administração de Empresas e Engenharia de Produção

VIII. – CRÍTICA DA RESENHISTA :

17.

O autor expõe de maneira clara e objetiva o tema proposto. É uma obra de grande relevância e importância para aquisição de conhecimentos e aprimoramento do desenvolvimento profissional e acadêmico.

IX. – INDICAÇÕES DA RESENHISTA :

18.

Indicado para as disciplinas: Cultura e Desenvolvimento Organizacional, Gerência de Novos Produtos e Serviços, Planejamento Estratégico, Auditoria de Qualidade Total, Produção, Planejamento Empresarial, Estratégia Competitiva. Leitura de reciclagem e atualização profissional e acadêmica.

domingo, 25 de julho de 2004

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