Resenha: Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição

Resenha: Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição

FORMULÁRIO DE RESENHA BIBLIOGRÁFICA

 

Adaptado do modelo de ANTÔNIO RUBBO MÜLLER

 

I – OBRA :

 

1. RESENHISTA : Karen Reis

2. AUTOR: Antônio Galvão Novaes

3. TÍTULO:  Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição

4. COMUNIDADE QUE FOI PUBLICADA: Rio de Janeiro, RJ

5. FIRMA PUBLICADORA: Editora Campus

6. ANO: 2001

7. NÚMERO DE PÁGINAS: 410

8. FORMATO: Médio

9. PREÇO: R$ 65,00

10. EDIÇÃO : 2ª

 

II. – CREDENCIAIS DO AUTOR :

11.

Antonio Galvão Novaes é engenheiro naval e professor-titular de Transportes e Logística no Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, da Universidade Federal de Santa Catarina. Foi professor-titular e chefe dos Departamentos de Engenharia de Transportes e de Engenharia Naval e Oceânica, da Escola Politécnica da USP. Trabalhou, na década de 1960, na Advanced Marine Technology Division, das Indústrias Litton, na Califórnia (Logística Militar), e tem atuado no Brasil como consultor de empresas e de órgãos governamentais.

III. – CONCLUSÕES DO AUTOR :

12.

A logística nos últimos anos vem passando por um período de mudanças substanciais, tanto em termos de práticas empresariais (um dos elementos chaves na estratégia competitiva) quanto de eficiência, qualidade e disponibilidade de infra-estrutura de transportes e comunicações, elementos fundamentais para uma logística moderna, e principalmente “competitiva”. É um ponto vital na cadeia produtiva integrada, atuando com conformidade no Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos (SCM – Supply Chain Management). Com a crescente e presente instrumentalização de sistemas de logísticas, foram criados novos conceitos a fim de reduzir custos e melhorar o nível de serviço com o consumidor final, como o ECR – Efficient Consumer Response, no setor mercadista , QR – Quick Response e outros conceitos.

 

VI. – RESUMO DA OBRA :

13.

A obra de Novaes aborda sete tópicos:

1.O Comércio e a Logística

O comércio envolve a troca de bens e serviços por dinheiro, mas nem sempre a transação tem envolvimento monetário (escambo).

No contexto histórico, na fase colonial e rural, muitos postos comerciais se transformaram em vilas, e em seqüência, cidades. Os pedidos dos comerciantes eram feitos pelos “caixeiros-viajantes”, e isto, podia durar meses até a encomenda chegar aos postos comerciais. Conforme as cidades foram surgindo e o comercio se ampliando, outras necessidades por parte dos consumidores foram aparecendo, como a diversificação de roupas, sapatos e objetos para casa.

Para atender a demanda crescente, foi criado um novo canal, a comercialização por catálogos, e posteriormente, veio às lojas especializadas, com um ar de mais sofisticação, unindo fatores tecnológicos e de prática profissional.

No século XX, surgiram as lojas de departamentos, supermercados, shopping centers, lojas de descontos, hipermercados, lojas de conveniência, varejo de máquinas e o comércio eletrônico. Formaram-se nichos de consumidores com necessidades e expectativas diferenciadas, podemos destacar alguns pontos, como: (a) questão da informação sobre produtos, preços, uso, vantagens comparativas etc.; (b) o produto, na forma e na qualidade; (c) prazos; (d) gratificação; (e) confiança/parceria; e (f) pós-venda.;

2.Evolução nas práticas logísticas

Segundo a definição do Council of Logistic Management, Logística é o processo de planejar, implementar e controlar de maneira eficiente o fluxo e a armazenagem de produtos, bem como serviços e informações associados, cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor.

Durante e após a Segunda Guerra Mundial, a Logística teve um desenvolvimento extraordinário, tanto em estratégias logísticas quanto nível de soluções tecnológicas. A Logística deixou de ser vista, somente como transporte e armazenagem para muitas empresas, e passou a ser um instrumento importantíssimo que agrega valor de lugar, de tempo, de qualidade e de informação à cadeia produtiva.

A logística moderna procura eliminar do processo tudo que não agregue valor ao cliente, ou seja, tudo que acarrete somente custos e perda de tempo. Surgiram novos conceitos como ECR  – Efficient Consumer Response e o QR – Quick Response, que visam o enxugamento do processo logístico, como benefício direto aos consumidores.

Para integrar todo este batalhão de informações processuais, utiliza-se o SCM – Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, que focaliza o consumidor com um destaque excepcional.

3.Estruturação moderna dos canais de distribuição e suas implicações na distribuição física de produtos

Os elementos que formam a Cadeia de Suprimentos, na parte que vai da manufatura ao varejo, formam o “canal de distribuição”, pode envolver os seguintes setores: (a) Departamento de vendas do fabricante, (b) Atacadista, (c) Varejo e (d) Serviço de pós-venda.

Podemos citar alguns tipos de canais de distribuição: (a) Canais Verticais, que a responsabilidade é transferida para o próximo que pertence a Cadeia de Suprimentos; (b) Canais Híbridos, é executado em paralelo por dois ou mais elementos da Cadeia de Suprimentos; (c) Canais Múltiplos, como o próprio nome diz, são vários canais trabalhando ao mesmo tempo, alerta, um canal penetrar no outro, e prejudicar o conjunto.

Quanto à distribuição Física de produtos é realizada com a participação de instalações fixas (centros de distribuições e/ou armazéns), estoques de produtos, veículos, informações diversas, hardware e software, custos e pessoal

4.Custo e cadeia de valor na logística de distribuição

Na concepção do SCM, se dá ênfase não só garantia da qualidade de produtos, mas de serviços associados, e paralelamente, em decorrência da forte competição entre empresas, passou-se a buscar a redução de custos em todos os níveis e de forma sistemática.

A forma de gerenciar a cadeia de suprimentos, é análise da cadeia de valor, que num ambiente competitivo, o valor é o montante que os compradores estão dispostos a pagar.

Um dos métodos utilizados para definir técnicas de custeio, é o método ABC que aloca os custos que reflitam ou “espelham” a dinâmica físico-operacional da empresa.

5.Roteirização de veículos e sobre operadores logísticos.

Um problema freqüente na distribuição física é a roterização de veículos, que pode ser definido por três fatores: decisões, objetivos e restrições.

6.Flexibilização do esquema produtivo e da distribuição

É crescente devido à competição acirrada no mercado mundial, com empresas lutando para aumentar seu “market share” e suas margens. As opções de flexibilização são valiosas para as empresas global  em razão de três variáveis: a incerteza, a vinculação temporal e a liberdade discricionária.

7.Avaliação, produtividade, eficiência e benchmarking de serviços logísticos

As empresas que atuam com sucesso num determinado setor da economia, procuram otimizar seus fatores de produção, atuando sobre as variáveis sob o controle:

√Variáveis tecnológicas: EDI, ERP, sistemas de rastreamento, roterização etc.

√Variáveis operacionais: ECR, controle de estoques, recursos humanos etc.

√Variáveis econômicas e de marketing: Composto de Marketing

√Variáveis de serviço: SAC

Muitas empresas estão se utilizando o benchmarking que é definido como sendo um procedimento sistemático utilizado para identificar as melhores práticas observadas num determinado setor, e modificar a atuação de um determinado participante a fim de atingir um nível de desempenho superior.

 

 

V – METODOLOGIA DO AUTOR :

14.

Método dedutivo, partindo do geral para o particular

 

VI – QUADRO DE REFERÊNCIA DO AUTOR :

15.

Escrita por um especialista brasileiro das áreas de Logística e de Transportes, com uma vasta experiência profissional e acadêmica, esta obra é, de um lado, um livro-texto para os cursos de Logística, Administração de Empresas, Marketing, Engenharia de Produção e de Transportes e, de outro, um referencial para profissionais e executivos que atuam de alguma forma na cadeia produtiva, hoje altamente competitiva e exigente em termos de redução de custos, melhoria do nível de serviço para o consumidor final e formação de parcerias

 

VII. – QUADRO DE REFERÊNCIA DO RESENHISTA :

16.

A resenhista utiliza como quadro de referência para os cursos de Logística, Administração de Empresas, Marketing, Engenharia de Produção e de Transportes e, de outro, um referencial para profissionais e executivos que atuam de alguma forma na cadeia produtiva

 

VIII. – CRÍTICA DO RESENHISTA :

17.

O autor expõe de maneira clara e objetiva o tema proposto. É uma obra de grande relevância e importância para aquisição de conhecimentos e aprimoramento do desenvolvimento profissional e acadêmico.

 

IX. – INDICAÇÕES DO RESENHISTA :

18.

Indicado para as disciplinas: Gerência de Novos Produtos e Serviços, Planejamento Estratégico, Planejamento Empresarial, Estratégia Competitiva. Leitura de reciclagem e atualização profissional e acadêmica.

 

 

quinta-feira, 27 de maio de 2004

Assuntos relacionados

Tags: , , , ,

Sem comentários.

Deixe um Comentário