Resenha:Trabalho e Educação – Formação Profissional e Mercado de Trabalho

Resenha:Trabalho e Educação – Formação Profissional e Mercado de Trabalho

FORMULÁRIO DE RESENHA BIBLIOGRÁFICA

 

Adaptado do modelo de ANTÔNIO RUBBO MÜLLER

 

I – OBRA:

 

 

1. RESENHISTA: Karen Reis

2. AUTOR: Ismael Gílio

3. TÍTULO: Trabalho e Educação – Formação Profissional e Mercado de Trabalho

4. COMUNIDADE QUE FOI PUBLICADA: São Paulo, SP.

5. FIRMA PUBLICADORA: Editora Nobel

6. ANO: 2000

7. NÚMERO DE PÁGINAS: 110

8. FORMATO: Médio

9. PREÇO: R$ 21,00

10. EDIÇÃO: 1ª

II. – CREDENCIAIS DO AUTOR:

11.

Ismael Gílio é economista, mestre na área de Trabalho e Educação e professor universitário. É também diretor do PROEDUC (Planejamento, Estudos e Projetos Econômicos e Educacionais), em São Paulo.

III. – CONCLUSÕES DO AUTOR:

12.

No Brasil um dos grandes problemas é a má distribuição de riqueza e de renda. A solução para este problema é a Educação e a Qualificação Profissional, mas não será resolvido a passos curtos e sim passo lento, talvez leve uma geração para começar a colher resultados satisfatórios. O importante é começar, e não esperar que o Governo resolva sozinho, precisa ter a participação de toda a sociedade.

A Educação em si não cria empregos, mas prepara os indivíduos para: (a) superar as barreiras de entrada para o mercado formal de trabalho; (b) abre novos horizontes de ocupação; (c) tornar capaz de gerir novos negócios; e (d) reduz a marginalização dos que não atendem aos novos postos de trabalho.

O Trabalho e a Educação são sem dúvida os elementos chaves pagar sua dívida social. A combinação destas duas variáveis é possível romper o simples treinamento, o profissional coloca em prática o conhecimento, com criatividade, iniciativa e autonomia na construção do conhecimento e o mais importante estabelece uma ponte entre a formação profissional e a acadêmica.

VI. – RESUMO DA OBRA :

13.

Entre 1930 e 1980, a base econômica brasileira registra um dos mais elevados níveis de crescimento econômico. Nas décadas de 30 e 40, o Brasil foi marcado pelos investimentos de infra-estrutura (ferro e aço); Nas décadas de 50 e 60 com a implantação das indústrias de bens de consumo (o marco da transição da agropecuária para o parque industrial); Na década de 70, o Brasil mantém a economia crescendo à taxa de 7% a.a, mas o Censo registra uma concentração de renda e riqueza e a permanência de níveis elevados de pobreza; Na década de 80, o parque industrial torna-se diferenciado e competitivo. O Brasil recorre ao Fundo Monetário Internacional após o choque do petróleo e saltos das taxas de juros, com isso, começa a apresentar surtos inflacionários constantes, recessão, desemprego e arrocho salarial, causando um atraso social acumulado, a crise econômica afetou profundamente as condições de emprego e a vida da população. Essa situação foi agravada no inicio da década de 90, por conta do processo de modernização econômica e de abertura comercial, coloca um grande desafio: a concepção de um novo modelo de desenvolvimento que contemple o crescimento econômico e a promoção social.

Nesse novo cenário de desenvolvimento econômico é natural a predominância da mobilidade circular (acontece quando uma pessoa sobe, a outra precisa desocupar a posição) e a variável educação, que é o fator de maior impacto sobre o status do individuo.  Sobretudo, torna-se a principal estratégia ao processo de desenvolvimento econômico, e sem dúvida, em nenhuma época sua importância foi tão grande como agora. Sua ausência subtrai milhões de pessoas a possibilidade de elevarem seu padrão de vida, condenando-as a uma existência de privações.

A educação brasileira sempre apresentou historicamente, uma divisão entre a educação profissional e a educação acadêmica, firmando a separação da educação para o trabalho, e da educação para a cidadania.

Diante deste quadro genérico, no contexto da reestruturação da qualificação profissional, o ideal é manter a predominância dos componentes intelectuais do trabalhador e a redução das habilidades manuais, isto porque, cada vez mais a tecnologia esta e estará substituindo a mão-de-obra, e acima de tudo, contribuir a estoque de conhecimento, com destaque a educação continuada e permanente em lugar do treinamento tradicional.

Em 20 de dezembro de 1996, a nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), foi regulamentada a lei de número 9.394, que estabelece que a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e a prática social, e tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

A educação escolar passa a compor-se a dois níveis: (1º) educação básica, formada pelo ensino fundamental e pelo ensino médio; e (2º) educação superior. O ensino profissionalizante deixa de existir, sendo substituído pelo ensino técnico, que é o intermediário entre o ensino médio e a universidade.

A nova LDB inseriu a educação profissional no contexto da educação básica, possibilitando o rompimento da clássica separação entre a educação para o trabalho e educação acadêmica, também tem o mérito de estabelecer para educação profissional diretrizes compatíveis com as novas exigências do mercado de trabalho, uma vez que destaca a necessidade do educando adaptar-se com flexibilidade a novas condições de ocupação, compreender os fundamentos tecnológicos da produção moderna, sem perder de vista os demais aspectos curriculares de formação básica, o que evidencia uma formação de caráter mais geral que especifico, mais intelectual que manual e mais criativo do que repetitivo.

V – METODOLOGIA DO AUTOR:

14.

Método dedutivo, partindo do geral para o particular.

 

 

 

VI – QUADRO DE REFERÊNCIA DO AUTOR:

15.

Os instrumentos que Ismael Gílio utiliza para conclusão de sua obra deve-se aos conhecimentos adquiridos no âmbito acadêmico, com base fundamentada em pesquisas bibliográficas e  pesquisas quantitativas de ordem secundárias.

VII. – QUADRO DE REFERÊNCIA DA RESENHISTA:

16.

A resenhista utiliza como quadro de referência a Economia, Gestão de Pessoas e Cultura e Desenvolvimento Organizacional.

VIII. – CRÍTICA DA RESENHISTA:

17.

O autor trata de maneira lógica o tema Trabalho e Educação, explorando o problema do Desenvolvimento tecnológico divorciado do desenvolvimento educacional, que é uma equação de soma zero, pois os ganhos provenientes do avanço tecnológico dificilmente superam os custos econômicos e sociais de se manter uma massa de desempregados.

IX. – INDICAÇÕES DO RESENHISTA:

18.

Indicado para as disciplinas: Economia, Gestão de Pessoas, Economia, Organização e Cultura. Leitura de reciclagem e atualização para docentes e discentes.

 

quinta-feira, 20 de maio de 2004

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